“Mantenham as portas da Igreja abertas para que todos possam encontrar refúgio nela”

A essas perguntas, o Papa Francisco tem respondido repetidamente, de diversas maneiras, em diversos momentos: Devemos ser “misericordiosos e agentes de misericórdia, atentos e solícitos à miséria humana”, que não se resume à pobreza material, mas a tudo o que viola a dignidade humana.

“O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência de uma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha”, afirmou o Pontífice na mensagem para a Quaresma 2014.

E num enfático chamado à Igreja para a vivência da pobreza evangélica, exortou: “Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói”.

Procurando viver com fidelidade esse chamado, a Arquidiocese do Rio tem desenvolvido um incansável trabalho em prol das pessoas que foram desalojadas do prédio da Oi/Telerj e buscaram abrigo junto à Igreja.

Padre Geovane Ferreira resume os frutos do trabalho que ele e muitos sacerdotes, religiosos e leigos têm realizado junto aos acolhidos: “A fé se torna mais robusta, mais sincera, mais verdadeira quando colocamos o trabalhar com o orar. De fato vemos no rosto de cada uma dessas pessoas o próprio Cristo. Ele está aqui e não está distante, me permitindo através dos acolhidos enxergar a presença d’Ele”.

Para o irmão Eli, da Toca de Assis, essa experiência só pode ser completa se vista a partir do Cristo, que chama os discípulos a saírem de si para ir ao encontro do outro, sem se importar com os seus pecados e fraquezas. “Quando se quer ajudar o próximo buscando a si mesmo, você não ajuda o outro e nem a si”, explicou o religioso.

“As pessoas que estão aqui hoje se encontram em situação de vulnerabilidade, mas não são os moradores de rua que costumamos trabalhar. Mais do que o nosso carisma hoje atuamos como Igreja, e é ela que nos acolhe. Por termos sido nós, em nossa fraqueza, acolhidos por Cristo através da Igreja, hoje acolhemos em seu nome. Isso é maravilhoso, pois saímos de nós mesmos para atuar e agir em nome d’Aquele que nos acolhe, que nos ama, que nos acompanha. Hoje, como Toca de Assis, eu sou Igreja e por isso estou aqui, servindo a esses irmãos que precisam. É muito forte essa experiência: ter uma fé madura que me leva a sair de mim mesmo para ir em auxílio do pobre”, reforçou.

“Não vos canseis de ser misericordioso!”, conclamou o Papa Francisco. “Fraquezas, pecados e impedimentos não podem nos deter no testemunho e na proclamação do Evangelho, porque é a experiência do encontro com o Senhor que nos encoraja e nos doa a alegria de anunciá-Lo a todos os povos”, afirmou no discurso proferido, dia 9 de maio, no Encontro das Pontifícias Obras Missionárias.

Novamente, o Pontífice destacou que sendo missionária por natureza, a prerrogativa fundamental da Igreja é a caridade com todos, mediante a fraternidade e a solidariedade.

A Igreja é o povo das beatitudes, a casa dos pobres, dos aflitos, dos excluídos e perseguidos, de quem tem fome e sede de justiça. Vocês – dirigiu-se assim o Papa aos missionários – devem fazer com que a Igreja acolha com amor preferencial os pobres, mantendo as portas da Igreja abertas para que todos possam encontrar refúgio nela”.

Andreia Gripp
Fonte: Arquidiocese do Rio
O Cântico de Maria
O Cântico de Maria

A partir de um chamado forte ao meu coração de deixar-me ser mais envolvido aos cuidados de Deus, como que respondendo um novo sim ao Projeto do Reino surgiu então O Cântico de Maria.

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